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Depois de uma série de testes com um grupo de 1.370 voluntários do hospital americano Cleveland Clinic, o Google lançou para o grande público, no final de maio, o seu Google Health. A proposta do novo serviço é compilar o histórico pessoal de saúde com uma ficha pra lá de completa. Nele ficam armazenadas todas as informações relativas à saúde da pessoa, como exames, tratamentos, doenças, alergias, remédios, etc. Estas informações podem ser compartilhadas com médicos, de modo que eles possam ter, com poucos cliques, o histórico do paciente. O sistema ainda permite pesquisas de perfis e casos semelhantes. Para o usuário final (o paciente), há uma ‘caixa de remédios virtual’ que alerta sobre os remédios a serem tomados e as possíveis interações medicamentosas. A ferramenta ajuda a encontrar médicos por localização ou especialidade e inclui links para a maioria das redes de farmácia, médicos e hospitais norte-americanos.

A Microsoft já tinha lançado uma iniciativa semelhante, o HealthVault. A idéia, que soa muito boa, vem sendo questionada pela opinião pública. Em primeiro lugar as pessoas ficam se perguntando qual será o modelo financeiro deste projeto. Terá anúncios da indústria farmacêutica? Filtrará o conteúdo para oferecer remédios e tratamentos na barra lateral?

Aparentemente nada disso acontecerá. O Google Health não será financiado com publicidade. Empresas ou instituições que queiram oferecer serviços diretos para o consumidor, como tabelas de medicamentos ou lembretes para vacinas, poderao fazê-lo mas os dados não serao compartilhados sem o consentimento do paciente. Ainda assim, o receio de que as informaçoes vazem é muito grande. Não que o Google já tenha pisado na bola alguma vez. Mas você colocaria sua saúde nas maos do Google? Esta parece ser a grande questão…